Cursos a distância em crescimento no Brasil (Foto: Milton Santos/UFU)

Dados do Censo da Educação Superior apresenta cenário dos cursos de graduação; confira mapa interativo 

Os números contribuem para compreender  a realidade. Com a divulgação do Censo da Educação Superior é possível analisar o cenário do ensino superior. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Anísio Teixeira (INEP).

Entre os mais de oito milhões de estudantes nos cursos de graduação, cerca de 18,5% estão matriculados em cursos a distância. Entre os cursos presenciais, na análise regional, a região Sudeste detêm quase metade dos estudantes (46,4%).

Em 2016, mais de 15 milhões de estudantes tentaram uma vaga nos cursos superiores, no entanto, apenas 2,9 milhões conseguiram a vaga. No outro lado da jornada no ensino superior, mais de 1,1 milhão de profissionais concluíram a jornada nos cursos de graduação.

Mas antes de apresentar os indicadores mais gerais, confira como está o Mapa da educação superior brasileira. O intuito do infográfico interativo é propiciar acesso aos dados do Censo de maneira intuitiva, sem a necessidade de acessar planilhas com milhares de linhas e colunas.

Além da análise dos dados gerais por região, é possível verificar o mapa de oportunidades por curso.

Há possibilidade de fazer a pesquisa pelos seguintes critérios:

  • Situação (para verificar o número de matriculados, ingressantes, concluintes, vagas ofertadas e outras informações).
  • Curso
  • Região
  • Unidade Federativa
  • Cidade

Os dados são do Censo da Educação Superior 2016 (atualizado em 06/11/2017).

 

Ranking dos cursos

Os dados fornecidos pelo Censo da Educação Superior permite fazer análises sobre a procura por cursos de graduação. Para medir a preferência dos cursos, foi considerado o número de inscritos em relação à quantidade de vagas ofertadas.

Neste cenário, o curso de Medicina é o mais concorrido. Em 2016, mais de um milhão de pessoas tentaram uma das 34.289 vagas. No entanto, o curso com mais candidatos inscritos são Direito (1,2 milhão) e Administração (1,1 milhão), respectivamente. Confira o ranking com a diferença entre número de inscritos em relação à quantidade de vagas.

 

Públicas x Privadas

A maioria dos estudantes matriculados estão nas instituições privadas. No entanto, as instituições públicas tem mais candidatos inscritos nos processos de seleção.

 

 

Bacharelado, Licenciatura ou Cursos Tecnológicos?

Os cursos de Bacharelado tem quase 70% das matrículas e dos inscritos nos cursos de graduação. Destaque também para os matriculados em cursos tecnológicos na modalidade a distância. Licenciatura tem quase o mesmo número de concluintes em relação ao cursos tecnológicos.

 

Presencial ou a Distância?

Os cursos presenciais tem muito potencial de crescimento no curto prazo. Em 2016, foram ofertadas quase 4,5 milhões de vagas na modalidade, enquanto o número de inscritos não chegou a 2 milhões. O número de matriculados não chega a 1,5 milhão. Cerca de 230 mil profissionais concluíram a graduação no período nos cursos a distância.

De outro lado, os cursos presenciais apresentam mais concorrência. Foram cerca de 13,6 milhões de inscritos para 6,1 milhões de vagas. No entanto, os ingressantes foram 2,1 milhões. Cerca de 940 mil estudantes concluíram a graduação nos cursos presenciais.

 

Brasil distante da meta

Os números do Censo da Educação Superior 2016 demonstram que o Brasil está distante de cumprir a meta de acesso ao ensino superior.

Segundo os dados do INEP, 18,4% da população na faixa etária de 18 a 24 anos estão matriculados em curso superior. A meta para 2024, prevista no Plano Nacional de Educação,  é  alcançar 33% desta faixa da população.

A crise econômica e a postura mais austera do governo na gestão dos Programas de Financiamento Estudantil (FIES) e do Universidade para Todos (Prouni) contribuíram para formar este cenário.

No entanto, o próprio Censo apresenta um possível caminho para melhorar os índices de matrículas nos cursos de graduação. O crescimento da modalidade a distância traz um alento ao governo.

Em 2016, 18,4% das matrículas no ensino superior são em cursos a distância. Em 2009, este índice era de pouco mais de 9%.

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